Tudo o que você precisa saber sobre Bitcoin

Bitcoin: o que é e como funciona a moeda virtual

O Bitcoin tem povoado as mentes das pessoas de um modo geral, desde o investidor experiente ao cidadão que pensa numa forma de fazer render aquele dinheirinho que está parado na poupança. Isso porque a moeda protagoniza notícias diversas: histórias de quem ficou milionário e de quem não teve o mesmo sucesso, perdendo tudo.  

Bitcoin é a mais popular das criptomoedas, e a primeira das moedas virtuais descentralizadas. Isso significa que ela não é regulada por bancos, empresas ou nenhum governo, ao contrário do dinheiro físico, a moeda fiduciária.

Tratamos mais detalhadamente das diferenças entre criptomoedas e moedas fiduciárias em outro artigo.

Afinal, como funciona essa moeda digital? Como gerar renda através dela? Bitcoin é seguro? Onde ficam armazenados? Como comprar?  Neste artigo vamos responder a essas perguntas. Mas antes, vamos saber como tudo começou e como se desenhou o cenário atual.

Um resumo da trajetória do Bitcoin

Dia 31 de outubro de 2008 é considerado um marco na história monetária. Foi nesse dia em que um documento descrevendo como o Bitcoin iria funcionar foi publicado pela primeira vez em uma lista de e-mail com discussões sobre criptografia.

O criador  do Bitcoin é Satoshi Nakamoto. Foi ele quem minou o bloco gênese no dia 3 de janeiro de 2009.

No dia 22 de novembro do mesmo ano, Satoshi deu as boas-vindas aos membros do novo fórum Bitcoin, hospedado no bitcointalk.org. Naquele dia, a ideia tomava corpo e seus primeiros adeptos passaram a fortalecer e difundir a nova moeda.

Aos poucos o criptoativo foi ganhando força, graças a quem acreditou que ele seria valioso um dia. E esse dia chegou em 2017, quando ele teve uma alta  histórica, atingindo o valor de 19 mil dólares.

Aquele foi o marco da aceitação do Bitcoin no cenário mundial.

Atualmente, estimativas apontam que o Bitcoin estará cotado entre US$ 100 e US$ 140 mil no final de 2021, o que em Real é cerca de R$ 600 mil a R$ 840 mil” (link externo p matéria do Estadão).

O interesse de grandes empresas como o PayPal, impulsiona os preços do Bitcoin para cima. As grandes empresas estão cada vez mais interessadas pelo ativo e pela tecnologia desenvolvida para ele, a Blockchain.

Consequentemente, caminhamos para uma escassez da moeda, ou seja, em breve não vai ter bitcoin pra quem quiser.

O fato é que hoje podemos dizer que o mundo se rendeu ao Bitcoin.

Como funciona o Bitcoin

O Bitcoin e seu código foram criados de forma que somente 21 milhões de moedas possam ser emitidas. Isso faz da moeda um ativo escasso, o oposto do que observamos no dinheiro impresso, que tem sido emitido em grande escala, sem relação direta com bens e produtos. Não precisa ser muito bom em lógica ou economia pra saber que o escasso valoriza e o que está sobrando perde o valor, não é mesmo?

Sua cotação normalmente segue a do dólar, logo, uma oscilação da moeda americana impacta o valor do Bitcoin no Brasil.

Os investimentos em bitcoin também são tributados pelo Imposto de Renda, no caso de lucros acima de R$ 35 mil, e devem ser incluídos na declaração do IR.

A validação das transações é feita por computadores ligados a uma rede e gravadas em um banco de dados imutável, o Blockchain. Essa rede funciona como se fosse um grande livro de registros descentralizado. Tudo é criptografado e público.

Como as informações estão descentralizadas, não em um servidor apenas, fica extremamente difícil a violação por hackers.

4 formas de adquirir Bitcoins

Existem quatro maneiras de adquirir Bitcoins:

  • Mineração;
  • Comprar diretamente com outras pessoas (P2P);

Mineração de bitcoins

Calma, não vá pensando que essa atividade consiste na busca por Bitcoins já existentes como se faz com ouro e pedras preciosas!

 Minerar é colocar um hardware a serviço do protocolo, o qual evita e emissão dupla através da comprovação coletiva de transações.

Computadores especializados ligados na rede do Bitcoin competem entre si para resolver uma equação matemática. O vencedor de cada competição, adquire o direito de registrar as transações de bitcoins no Blockchain para que sejam confirmadas. É uma espécie de recompensa.

No início do funcionamento da rede, a cada novo grupo de transações registrado, os mineradores recebiam 50 novas moedas. A cada quatro anos, contudo, essa recompensa é reduzida pela metade.

Comprar  Bitcoin nas exchanges

As exchanges funcionam de maneira parecida com as corretoras tradicionais, com a função de intermediar as negociações de ativos.

São plataformas eletrônicas que facilitam a compra, venda e troca das criptomoedas e dos tokens.

 Porém, ao comprar bitcoin nas exchanges o cliente pode perder todos os criptoativos que estiverem em sua conta, caso algo aconteça com elas.

 Para evitar o problema os ativos devem ser transferidos para carteiras virtuais e as exchanges usadas apenas durante o processo de compra ou venda e não para armazenar criptomoedas.

“Peer-to-peer” (P2P): comprar bitcoin diretamente com outras pessoas

Essa forma de transação já era prevista no documento de criação do Bitcoin, e tem ganhado força.

No mundo dos criptoativos, o P2P ocorre quando os usuários não querem ser intermediados pelas exchanges. Juntamente à ideia de descentralização da Blockchain, esta forma de pagamento permite que uma pessoa transfira bitcoins (ou outra moeda) diretamente para outra e receba seu pagamento.

Há riscos nessa forma de compra no meio virtual, onde as pessoas lidam com desconhecidas, a pessoa pode transferir os criptoativos sem receber o dinheiro do outro lado.

 Por isso cada vez mais plataformas buscam dar segurança para quem quer fazer transferências via P2P, permitindo inclusive que as pessoas recebam diretamente em reais.

Utilizar faucets (torneiras)

As faucets funcionam como torneiras, só que no mercado de criptomoedas, ao invés de pingarem água, “pingam” pequenas frações de Bitcoin.

 São sites ou aplicativos que remuneram os usuários por realizarem tarefas, como clicar em propagandas e assistir a vídeos, por  exemplo.

Como recompensa por terem completado a ação solicitada pela faucet, os usuários ganham Satoshis, a menor fração do Bitcoin. Ele pode ser fracionado em até 8 casas decimais.

Você deve estar duvidando que alguém em sã consciência sairia por aí distribuindo dinheiro de graça, não é? Mas muitas empresas ainda querem divulgar a criptomoeda, e essa é uma maneira de atrair as pessoas, principalmente quem está começando no mercado.

Perfil do investidor de Bitcoin

Há quem ainda olhe com insegurança, há quem diga que existem dois tipos de pessoas: as que já investem em Bitcoin e as que ainda vão investir nela. Quem quiser investir deve ser arrojado o bastante para encarar a alta volatilidade do criptoativo e ter noção dos riscos.

Agora que você já sabe o básico sobre o Bitcoin, conte nos comentários em qual desses lados você está: aquele que vai ficar observando para ver o melhor momento para começar a comprar e vender Bitcoin, ou aquele que já tem uma carta, no caso, uma carteira digital na manga?

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